Se você, assim como 99% dos fãs de The Legend of Zelda, sonhava com o dia em que a Nintendo anunciaria uma série de anime épica (talvez no estilo de Castlevania ou Arcane), é melhor sentar. O presidente da empresa acabou de jogar um balde de realidade nas nossas expectativas.
Com o aniversário de 40 anos da franquia chegando no próximo mês (fevereiro de 2026), a hype estava nas alturas. Mas, em uma entrevista recente ao jornal Kyoto Shumbin, Shuntaro Furukawa deixou claro que um anime de Zelda é "extremamente improvável" no momento.
A Lógica da Nintendo: Cinema > Anime
A explicação de Furukawa é puramente estratégica (e um pouco frustrante para nós, otakus). Segundo ele, o foco da Nintendo está em expandir a marca para as massas.
"Filmes nos permitem alcançar pessoas até em regiões onde consoles de videogame ainda não são populares" — explicou o presidente.
Para a "Big N", um filme Live-Action (como o que está em produção para o ano que vem) ou grandes blockbusters de animação 3D (como o futuro filme de Super Mario Galaxy) têm um alcance global muito maior do que o formato tradicional de anime japonês.
Quando questionado especificamente sobre animes, Furukawa disse que "seria um desafio muito grande chegar a esse ponto" e que a Nintendo só faria isso se pudesse criar algo "único", e não apenas para agradar os fãs hardcore.
Por que isso dói?
A ironia é gigantesca. Zelda tem o "DNA de anime" correndo em suas veias desde o primeiro jogo.
Os manuais antigos tinham arte de mangá.
Link’s Awakening no Game Boy já forçava cutscenes estilo anime.
The Wind Waker, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom adotaram o cel-shading justamente para parecerem desenhos animados jogáveis.
Visualmente, a franquia pede uma animação 2D de alta qualidade. No entanto, a Nintendo parece acreditar que transformar Link em "gente de carne e osso" (Live-Action) é o caminho para o prestígio global, mesmo que isso divida a base de fãs.
O Que Resta?
Por enquanto, teremos que nos contentar com o filme Live-Action que está por vir (rezando para não ser uma bomba) e com os excelentes mangás de Akira Himekawa, que são o mais perto que temos de uma narrativa de anime oficial de Zelda.
A Nintendo sabe fazer jogos como ninguém, mas às vezes parece que eles têm alergia ao dinheiro fácil que fariam com um anime bem produzido.
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