O mercado de fanart +18 acabou de ficar muito mais perigoso. A agência japonesa Vspo!, especializada em VTubers de esports, confirmou que processou e cobrou uma multa milionária de um artista que lucrava com ilustrações NSFW de suas talentos — sem autorização. O recado está dado: monetizar waifus alheias agora tem preço.
4 Milhões de Ienes para Evitar a Ruína
O caso começou com investigação da equipe legal da Vspo!. Eles rastrearam um usuário que vendia conteúdo adulto das integrantes do grupo via X, Discord e Patreon. A exigência inicial? 10 milhões de ienes (cerca de R$ 325 mil ou $65 mil) por danos à marca.
O acusado optou pela cooperação total:
- Apagou todo o material
- Confessou quanto lucrou
- Emitiu pedido de desculpas formal
Resultado: a multa foi reduzida para 4 milhões de ienes (aproximadamente R$ 130 mil ou $26 mil), pagos imediatamente. O acordo inclui termo de não reincidência — ou as consequências serão piores.
Fanart é Livre, Mas Monetizar é Linha Vermelha
A Vspo! deixou clara sua postura: fanart é bem-vinda, mas vender conteúdo sexual de personagens protegidos cruzou a linha. A agência já identificou outros usuários no mesmo esquema e está processando cada um. Além disso, vão atrás de fóruns e sites que hospedam esse material.
Análise Rápida
Esse caso é precedente perigoso para a cultura de fanart ocidental. No Japão, propriedade intelectual é sagrada — e VTubers são produtos de marca, não apenas streamers. A Vspo! (Virtual eSports Project) é diferente das agências tradicionais: foca 100% em gaming hardcore (Valorant, Apex Legends), atraindo audiência competitiva que não tolera sexualização não-autorizada.
O problema? A linha entre "fanart de apreço" e "conteúdo explorativo" é subjetiva. Artistas independentes no Pixiv e Twitter tradicionalmente operavam na zona cinzenta — até agora. Com essa multa, a mensagem é clara: waifus são propriedade da agência, não da comunidade.
A tendência de agências japonesas endurecerem contra conteúdo adulto não-autorizado só vai crescer. Para artistas: desenhar é livre, mas vender pode custar caro.
Fonte: SomosKudasai

