Wagner Moura acaba de receber um reconhecimento que poucos brasileiros alcançaram: entrar para uma lista de personalidades decisivas nos Estados Unidos. O ator foi incluído na "Post Next 50", ranking anual do The Washington Post que aponta os 50 nomes mais influentes para o futuro do país.
A seleção de 2025 reúne figuras de diversos universos:
- Lamine Yamal — joia espanhola do futebol
- Cory Michael Smith — ator em ascensão
- Keyla Monterroso Mejia — humorista
- Katseye — grupo de K-pop
- Zohran Mamdani — prefeito de Nova York
- Kai Trump — neta de Donald Trump
- E agora, Wagner Moura — o único brasileiro da lista.
De Narcos a "Impossível Ser Artista no Brasil"
O Washington Post traça a trajetória que levou o ator ao posto de "superestrela". A virada começou com Pablo Escobar em Narcos, série da Netflix que projetou Moura globalmente. Mas o texto destaca outro fator decisivo: a perseguição política sofrida no Brasil.
Segundo a publicação, o presidente Jair Bolsonaro — agora cumprindo 27 anos de prisão por tentativa de golpe em 2022 — tornou "impossível ser artista no Brasil", forçando Moura a uma ausência de dez anos sem atuar em português.
O retorno veio com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, filme que rendeu a Moura sua primeira indicação ao Oscar e colocou o Brasil de volta no mapa da Academia com quatro indicações — igualando "Cidade de Deus" (2004).
Ativismo sem Filtro
O jornal americano ressalta que Moura não é apenas ator: é cidadão americano engajado. O perfil destaca suas posições públicas:
"(Wagner Moura) provou ser um ator que não apenas apoia causas usando fitinhas, mas que defende aberta e publicamente suas crenças políticas."
Entre as posições citadas:
- Chamar a guerra em Gaza de "genocídio"
- Denunciar o "racismo" das atividades do ICE (polícia de imigração dos EUA)
Fonte: O Globo / The Washington Post
