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Com Bergmann e bloqueio afiado, Brasil vence o Japão por 3 a 1 e segue firme na VNL 2026

Sem as titulares Gabi e Tainara, a seleção brasileira feminina de vôlei abriu sua terceira semana na Liga das Nações (VNL) 2026 com pé direito. Nesta quarta-feira (8), no Ginásio Municipal de Osaka, no Japão, o Brasil venceu as donas da casa por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 19/25, 25/19 e 25/23. Com o resultado, a equipe do técnico José Roberto Guimarães chega a oito vitórias em nove jogos e se aproxima matematicamente da classificação para as quartas de final, que serão disputadas em Macau, na China, entre os dias 22 e 26 de julho.

A situação na tabela

Antes da partida, o Brasil ocupava a vice-liderança da VNL com 20 pontos e campanha de sete vitórias e uma derrota — atrás apenas dos Estados Unidos, líderes no critério de desempate de sets. O Japão chegou ao confronto na quinta posição, com 16 pontos e seis vitórias em oito jogos, mas vinha de duas derrotas consecutivas para República Dominicana e Itália na etapa anterior. Com a vitória desta quarta, o Brasil assume posição ainda mais confortável no topo da classificação e depende de apenas mais uma vitória para garantir matematicamente a vaga no mata-mata.

Como foi o jogo

O primeiro set foi de domínio brasileiro. Com um bloqueio eficiente e os ataques de Helena e Ana Cristina funcionando bem, o Brasil abriu vantagem no placar logo cedo — chegando a 15 a 9 — e administrou até fechar em 25 a 20, com Helena anotando o ponto final na diagonal. A ponteira foi um dos nomes da parcial, assim como Julia Bergmann, que bloqueou Shimamura em momento decisivo.

O segundo set foi o ponto fora da curva. O Japão entrou com uma postura completamente diferente, apostando nos saques de Yukiko Wada e nas finalizações de Mayu Ishikawa — a principal ameaça japonesa no torneio. Com um ace de Wada e consistência no fundamento, as donas da casa abriram boa vantagem e fecharam em 25 a 19, empatando o duelo. O Brasil foi prejudicado por erros de saque e dificuldades na recepção durante a parcial.

No terceiro set, Zé Roberto mexeu no time e trouxe Rosamaria para o jogo no lugar de Helena. A mudança deu resultado. O Brasil reassumiu o controle com ataques precisos de Bergmann, um ace da levantadora Roberta que foi decisivo no meio da parcial, e os bloqueios de Julia Kudiess, que parou Sato em momento chave. O set foi fechado em 25 a 19 com Kudiess acionada por Roberta para o ponto final.

O quarto set foi o mais disputado da partida. O Japão abriu 2 a 0 com um ace de Ishikawa e chegou a liderar por 13 a 8. O Brasil reagiu em bloco, literalmente: Ana Cristina assumiu protagonismo com ataques na diagonal e bloqueios fundamentais — incluindo o que empatou em 22 a 22 e o que deu o match point no 24 a 23. No ponto final, novamente Ana Cristina no bloqueio para fechar em 25 a 23 e selar a vitória brasileira.

Os destaques da partida

Julia Bergmann foi, mais uma vez, a principal arma ofensiva do Brasil. A ponteira, que acumula 137 pontos na VNL e é a quarta maior pontuadora do torneio, atuou como referência no ataque durante toda a partida e foi especialmente decisiva no terceiro set. Pelo lado defensivo, Julia Kudiess se destacou novamente no bloqueio — fundamento em que a central brasileira é a segunda melhor da competição, com 31 tocos acumulados antes deste jogo. Ana Cristina foi a grande revelação da tarde, com atuação determinante no quarto set tanto no ataque quanto no bloqueio. E Rosamaria, que joga no clube japonês Denso Airybees há três anos e conhece bem o estilo de jogo adversário, deu contribuição importante ao entrar no terceiro set.

Pelo lado japonês, Mayu Ishikawa foi a figura mais perigosa, com pontos no saque e ataques bem executados, mas não foi suficiente para superar a consistência brasileira ao longo dos quatro sets.

O que vem pela frente

O Brasil segue em Osaka para mais três jogos nesta semana decisiva. Na sexta-feira (10), às 7h20, enfrenta a Polônia. No sábado (11), às 3h30, o adversário é a Tailândia. E no domingo (12), à meia-noite, o duelo mais aguardado: Brasil x Estados Unidos, o confronto direto pela liderança da fase classificatória. Todos os jogos têm transmissão pelo SporTV 2, GeTV e pela VBTV.

Análise Rápida

Ganhar sem Gabi e Tainara no Japão, com a torcida local empurrando as donas da casa, não é tarefa simples. O Brasil mostrou maturidade ao reagir depois de perder o segundo set e ao virar um quarto set em que chegou a estar perdendo por cinco pontos. Ana Cristina foi a surpresa positiva da tarde, e Bergmann continua sendo o nome mais confiável do time quando a pressão aumenta. O bloqueio, como já vinha sendo nesta VNL, seguiu como diferencial — e é esse fundamento que pode fazer a diferença em Macau. O grande teste da semana, porém, ainda está por vir: o duelo de domingo contra os Estados Unidos vai dizer muito sobre o nível real do Brasil em 2026 e o seu potencial para chegar ao título inédito na Liga das Nações.

Fonte:  Lance! / NC News / Olimpíada Todo Dia / Olympics.com

Vicente Neto

Sou redator de notícias, estudante de Sistemas de Informação na UFC e apaixonado por tecnologia e cultura geek. Desde os 15 anos, quando assisti ao meu primeiro anime (Sword Art Online), mergulhei no universo dos animes, mangás e games. Além de programar, também me aventuro como designer gráfico e editor de vídeos nas horas vagas. facebook instagram x-twitter linkedin

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