Escritor usa inteligência artificial para criar e ilustrar quase 100 livros em apenas nove meses

Em uma impressionante demonstração do potencial da inteligência artificial (IA), o autor Tim Boucher escreveu e ilustrou quase 100 livros em um período de apenas nove meses. Utilizando uma combinação de ferramentas IA, incluindo o popular chatbot da OpenAI, o ChatGPT (GPT-4), e a IA visual Midjourney, Boucher conseguiu alcançar uma produtividade surpreendente.

Em um artigo publicado na Newsweek no último dia 15, Boucher descreveu o processo criativo que envolveu o uso do ChatGPT e do Claude, da Anthropic, para geração de textos e brainstorming. A parte visual das obras foi realizada pelo Midjourney, que transforma descrições textuais em imagens correspondentes. Combinando essas ferramentas, o autor foi capaz de criar 97 livros, com uma média de 2 mil a 5 mil palavras e de 40 a 140 imagens, dependendo da história.

Boucher revelou que cada livro levou de 6 a 8 horas para ser criado e ilustrado, mas, em alguns casos, a colaboração com a tecnologia permitiu um processo ainda mais rápido, finalizando a compilação em menos de 3 horas. Essa otimização do processo criativo é um reflexo dos avanços proporcionados por recursos como o ChatGPT.

Embora alguns possam temer que a IA substitua completamente a criatividade humana, Boucher vê a tecnologia como uma ferramenta poderosa para aprimorar e acelerar as capacidades humanas. Ele acredita que devemos aproveitar esses recursos até certo ponto, encontrando a combinação perfeita para otimizar o processo criativo.

Os livros criados por Boucher usando a colaboração entre o ChatGPT, Midjourney e Claude estão disponíveis para venda, com preços variando de US$ 1,99 (R$ 10) a R$ 3,99 (R$ 20). As narrativas são interligadas, mantendo os leitores curiosos e engajados ao longo das histórias.

E o trabalho do autor não para por aí. Em uma entrevista ao Business Insider, Boucher revelou que tem planos de chegar a pelo menos 1 mil livros escritos pela IA, aproveitando melhorias adicionais nas tecnologias para otimizar ainda mais o processo criativo.

A iniciativa de Boucher destaca o potencial da IA como uma ferramenta que impulsiona a criatividade e possibilita um maior alcance artístico. À medida que a tecnologia continua a avançar, é provável que vejamos mais colaborações entre humanos e IA para criar obras fascinantes e inspiradoras.

Fonte: Tecmundo

Vicente Neto

Sou redator de notícias do site. Estudante de Sistema de Informação pela a UFC, curto animes, mangás e games desde os 15 anos, meu primeiro anime foi Sword Art Online. Sou programado e nas horas vagas design gráfico e editor de vídeos. facebook instagram twitter linkedin

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