Enquanto outros blocos desfilam, o Mucha Lucha resolveu que o carnaval de Olinda precisava de ringue, máscaras e knockout. Há 19 anos, o bloco transforma o Alto da Sé em uma arena de lucha libre onde crianças, idosos e super-heróis se enfrentam em batalhas épicas — e totalmente desorganizadas.
A Origem: Chamar os Heróis para a Briga
Tudo começou como sátira ao Enquanto Isso na Sala da Justiça, bloco vizinho que reúne foliões vestidos de super-heróis no domingo de carnaval. Os fundadores resolveram que, em vez de só desfilar, esses heróis precisavam tankar porrada.
"É um bloco que não sai, que não tem orquestra. A gente fica só no 'esquenta' e cada herói que passa entra no ringue. Tem muita irreverência", explica Marcus Andrey, um dos criadores.
O Voo do Super-Homem
O momento mais esperado? Super-Homem decolando. Desde a fundação, o enfermeiro veterinário Darlan Gomes, de 50 anos, incorpora o Homem de Aço e literalmente voa sobre o ringue para delírio da galera.
A tradição nasceu do acaso: "Passei em cima de um caminhão, eles ficaram gritando 'pula, pula, pula'. Pulei e até hoje ficou essa amizade", conta Darlan.
No Ringue, Todo Mundo é Gigante
O Mucha Lucha não discrimina idade, tamanho ou experiência em artes marciais. O que vale é a disposição para a zoeira:
- Eduardo Montenegro, servidor público, entrou pela primeira vez mascarado e "perdeu" feio para uma criança: "A criança me bateu muito. Há controvérsias [de ter perdido]"
- Raquel Coimbra, professora, venceu a "Vovó Maravilha" (70+) com um peteleco na testa após uma "luta de pilates"
- O casal Stuart e Giselle aproveitou o bloco para celebrar o casamento no México — terra da lucha libre
Fonte: G1 Pernambuco
.webp)
.webp)