O lançamento antecipado do álbum da Copa do Mundo sempre gera o clássico atrito de escalações, e a edição de 2026 não foi exceção. Após o anúncio oficial dos 26 jogadores convocados para defender a seleção brasileira, a Panini precisará atualizar as figurinhas do seu recém-lançado livro ilustrado.
Em nota oficial divulgada nesta semana, a empresa confirmou que lançará um "pacote de atualização" contendo novas figurinhas para alinhar a coleção à realidade do campo, embora ainda não tenha especificado a data de lançamento ou o formato de distribuição.
Quem entra e quem sai
As divergências no álbum brasileiro se tornaram evidentes na última segunda-feira, quando o técnico Carlo Ancelotti revelou a lista definitiva para o torneio.
Nomes de peso como Neymar Jr., Endrick, Igor Thiago, Rayan, Bremer e outros oito jogadores garantiram suas vagas na competição, mas não possuem figurinhas impressas na tiragem original. Por outro lado, atletas como Rodrygo, Éder Militão, João Pedro, Bento e Estevão estão presentes nas páginas iniciais do álbum, mas acabaram ficando de fora da lista final do treinador italiano e devem ser substituídos na atualização.
Apesar da correção, nem todos os 26 convocados terão o seu cromo estampado. Cada seleção no livro ilustrado possui espaço para apenas 20 espaços, sendo um destinado ao escudo da federação, outro para a foto oficial da equipe e 18 exclusivas para os jogadores.
O desafio financeiro de completar a coleção
Com o aumento do torneio para 48 seleções, a edição de 2026 bateu recordes. O álbum será o maior já lançado na história da competição, saltando dos 670 cromos de 2022 para um total de 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas.
Os colecionadores também sentirão o peso no bolso. Os pacotes, que agora vêm com sete unidades cada, estão sendo vendidos por R$ 7,00. Os álbuns variam de R$ 24,90 na versão brochura até R$ 359,90 em edições premium. Mesmo que um colecionador tenha a sorte extrema de não tirar nenhuma figurinha repetida, o custo mínimo para completar o livro ilustrado superará a marca de R$ 1.000.
Análise Rápida
O descompasso entre o álbum da Copa e a convocação real já virou uma tradição no mundo do colecionismo. O grande diferencial deste ano é a ausência de figuras muito midiáticas da tiragem original, como Neymar e Endrick, além do corte surpreendente de estrelas consolidadas como Rodrygo e Militão. O lançamento de "kits de atualização" foi a saída inteligente encontrada pela Panini nos últimos mundiais para manter o álbum relevante após a bola rolar, criando também uma nova janela de monetização e um senso de urgência para os colecionadores mais ávidos.
Fonte: Redação Mundo dos Otakus / g1
