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Colecionador impressiona com álbuns raros e conjunto avaliado em R$ 20 mil

O mercado de colecionáveis de alta raridade ganhou destaque com a impressionante história de Lucas Santilli, um empresário de Ribeirão Preto (SP). Ele revelou possuir um acervo exclusivo de álbuns da Copa do Mundo, envelopes lacrados de edições passadas e figurinhas internacionais difíceis de encontrar, incluindo um conjunto raríssimo avaliado em até R$ 20 mil.

O hobby, que começou na infância por incentivo de seu avô, transformou-se em um estilo de vida focado em garimpar peças históricas do futebol mundial por meio de importações e contatos internacionais na Europa e na Ásia.

Raridades importadas e figurinhas exclusivas

Entre os principais tesouros da coleção estão as versões consideradas premium pela editora Panini. Desde o mundial de 2010, a Fifa lança uma edição exclusiva de álbuns na Suíça, país-sede da entidade. O colecionador possui o exemplar da Copa de 2014 completamente vazio, acompanhado de todas as figurinhas soltas originais prontas para serem coladas.

Foto: Fábio Junior/EPTV

Outra grande relíquia mantida pelo empresário é o álbum da Copa de 1998, disputada na França. Essa versão específica conta com cromos de jogadores da seleção da Inglaterra que não foram comercializados em outros países devido a impasses com direitos de imagem na época, além de um adendo especial com os atletas franceses campeões, lançado somente em território francês após o título.

O preço da exclusividade no mercado

O item de maior valor financeiro do acervo pertence à história recente do torneio. Trata-se de um conjunto completo de figurinhas especiais com bordas coloridas da Copa do Mundo do Catar, realizada em 2022, que foi comercializado exclusivamente nos Estados Unidos.

Por conta da extrema dificuldade de importação, estima-se que apenas cerca de dez pessoas no Brasil tenham conseguido completar essa coleção específica. Devido a esse fator de escassez de mercado, o valor estimado para quem deseja adquirir o conjunto completo gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil.

O mistério dos pacotinhos fechados

Indo além dos livros ilustrados, o colecionador mantém caixas e envelopes lacrados de mundiais antigos e garante que não possui o menor interesse em abri-los. Para ele, a grande beleza desse segmento específico está justamente em preservar o lacre original e manter viva a incógnita sobre quais jogadores estão escondidos dentro da embalagem.

A paixão pelos itens físicos ficou tão séria que o empresário abriu uma loja voltada para a troca de figurinhas e venda de colecionáveis em sua cidade natal. O espaço acabou virando um ponto de encontro, provando que o principal valor da atividade está em conectar pessoas de diferentes nações e culturas através de um interesse em comum.

Análise Rápida

A cultura do colecionismo de alto padrão funciona exatamente sob as mesmas regras no futebol, nos jogos de cartas ou no universo otaku de action figures. O motor que move investimentos de milhares de reais em uma única peça é a busca pela exclusividade, pela preservação histórica e pelo sentimento de nostalgia. A ascensão de adultos dispostos a gastar quantias expressivas para resgatar memórias da infância consolidou um mercado secundário extremamente lucrativo, onde envelopes de papel fechados ou pedaços de papelão com margens coloridas deixam de ser simples brinquedos para se tornarem ativos financeiros de peso e símbolos de prestígio social.

Fonte: ge

Vicente Neto

Sou redator de notícias, estudante de Sistemas de Informação na UFC e apaixonado por tecnologia e cultura geek. Desde os 15 anos, quando assisti ao meu primeiro anime (Sword Art Online), mergulhei no universo dos animes, mangás e games. Além de programar, também me aventuro como designer gráfico e editor de vídeos nas horas vagas. facebook instagram x-twitter linkedin

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