O dublador brasileiro Figueira Junior morreu neste sábado (27) aos 60 anos. A notícia foi confirmada pela também dubladora Tânia Gaidarji nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada. Figueira era amplamente reconhecido por dar voz a personagens icônicos como Fry, da série animada "Futurama", e o Androide 17, de "Dragon Ball" — deixando uma marca indelével na memória de gerações de fãs da animação no Brasil.
Uma Voz que Marcou Gerações
Com uma carreira extensa na dublagem, Figueira Junior emprestou sua voz a alguns dos personagens mais queridos da cultura pop. Na animação, destacou-se como Fry em "Futurama", série criada por Matt Groening que conquistou fãs ao redor do mundo, e como o Androide 17 em "Dragon Ball", franquia que é um dos pilares da cultura otaku no Brasil.
Além das animações, o dublador também atuou em grandes produções do cinema mundial, como "American Pie", "Um Sonho de Liberdade" e "Matrix" — filmes que fizeram parte do cotidiano de milhões de brasileiros.
A Homenagem da DUBLAR
A Associação Brasileira de Dubladores (DUBLAR) publicou uma nota de pesar em seu perfil oficial no Instagram lamentando a perda:
"A DUBLAR e o DUBLAGEM VIVA lamentam profundamente a perda do colega, amigo e associado Figueira Jr. Com personagens que marcaram a vida de muitas pessoas, Figueira agora estará eternizado através de sua voz em diversas obras como Futurama e Dragon Ball. Desejamos luz em sua passagem e muita força para a família, em especial ao seu tão querido sobrinho Daniel Figueira."
Análise Rápida
A dublagem brasileira tem uma identidade própria e uma qualidade que poucos países conseguem replicar — e profissionais como Figueira Junior são a razão disso. Dar voz ao irreverente Fry e ao poderoso Androide 17 exige registros completamente diferentes, e ele transitou entre eles com naturalidade ao longo de toda a carreira. Sua perda é um lembrete de que por trás de cada personagem que amamos existe um artista dedicado, muitas vezes anônimo para o grande público, mas absolutamente essencial para a experiência que temos com essas obras. Que sua voz ecoe para sempre em cada episódio, em cada cena, em cada memória afetiva que ela ajudou a construir.
Fonte: Redação Mundo dos Otakus / G1 / DUBLAR
