A atriz australiana Milly Alcock falou ao público brasileiro sobre a responsabilidade de interpretar Kara, a prima irônica e debochada do Superman, no filme "Supergirl", que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (25). A produção é parte do novo DCU, o universo cinematográfico da DC Comics comandado por James Gunn e Peter Safran, e chega às telas um ano após o lançamento de "Superman".
Para você entender
Supergirl é baseado na aclamada graphic novel Supergirl: Mulher do Amanhã, escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely. A heroína já havia aparecido brevemente no filme do Superman, mas agora ganha sua própria história — com o Homem de Aço, novamente vivido por David Corenswet, ocupando desta vez o papel de coadjuvante.
O longa é dirigido pelo australiano Craig Gillespie, conhecido por "Eu, Tonya" (2017) e "Cruella" (2021), e tem roteiro assinado pela atriz e escritora Ana Nogueira, responsável também pelos futuros filmes da Mulher-Maravilha e dos Jovens Titãs dentro do DCU.
Milly Alcock e a Kara Mais Próxima de Si MesmaEm entrevista concedida durante visita ao Rio de Janeiro para a divulgação do filme, Milly Alcock não escondeu a conexão pessoal com a personagem.
"Supergirl é a personagem mais próxima de mim mesma. Há algo realmente bonito nela de ser essa heroína meio bagunçada. Isso me deu uma certa coragem de sentir que eu posso me salvar um pouco, sabe?"
A atriz, que se destacou na primeira temporada de "A Casa do Dragão" (HBO), também brincou sobre as diferenças entre ela e Kara:
"Eu não tenho poderes, eu fico com a pior parte. Sou uma garota de um Sol vermelho."
A fala é uma referência direta à mitologia da personagem: Kara perde seus superpoderes em planetas cujo sol não é amarelo, como o do nosso sistema solar.
Com apenas 26 anos, Alcock admitiu preferir viver um dia de cada vez diante da pressão de seu primeiro grande blockbuster, e não escondeu o cansaço com a própria onipresença na campanha do filme:
"Estou muito cansada de ver minha cara. E eu faço isso pelo resto da minha vida. Vocês só a estão vendo há cerca de um mês."
O Diretor Que Veio do Cinema de Personagens Fortes
Craig Gillespie revelou que não conhecia o universo dos super-heróis antes de aceitar o projeto, mas encontrou no roteiro o elemento que o convenceu.
"Eu queria entrar no mundo dos super-heróis, mas precisava encontrar algo que tivesse caráter, substância e coração nessa personagem. E estava muito animado para receber esse roteiro."
Sobre trabalhar com Milly Alcock, o diretor foi ainda mais enfático:
"Foi um presente enorme saber que Milly iria interpretar esse papel. Ela superou minhas expectativas. É como se eu não pudesse estar mais animado de ir ao set todo dia."
A Roteirista Por Trás do DCUAna Nogueira, americana filha de brasileiro, contou como a transição da atuação para a escrita foi natural, e revelou que James Gunn lhe deu liberdade total no processo criativo.
"James, realmente, me deixou à vontade. Eu só disse a ele o que eu faria com a história. Claro que ele me deu alguns toques importantes, mas senti que ele confiava em mim com a minha história."
Uma das principais novidades do filme em relação à graphic novel original foi a inclusão de Lobo, interpretado por Jason Momoa. Nogueira admitiu que inserir o anti-herói icônico da DC foi um desafio intimidador.
"Ele é tão icônico e eu tinha um pouco de medo de ser a pessoa que pôs o Lobo na tela. Mas aí, quando descobri como ele poderia ser integrado na história, percebi que não conseguiria imaginá-la sem ele."
Fonte: Redação Mundo dos Otakus / G1 (Célio Silva)
