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Bélgica elimina os EUA por 4 a 1 e Trump fica com a conta: Interferência na FIFA não salvou o país-sede

A Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 e eliminou o país-sede nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, nesta segunda-feira (6). O resultado encerra de forma vexatória a campanha americana e torna ainda mais constrangedora a crise institucional gerada nos dias anteriores, quando o presidente Donald Trump pressionou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para reverter a suspensão do artilheiro Folarin Balogun — que entrou em campo, mas não foi capaz de evitar a goleada. Nas quartas de final, a Bélgica vai enfrentar a Espanha.

Antes do confronto, o caso Balogun dominou a cobertura da Copa. O atacante havia recebido cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, o que o obrigaria a cumprir suspensão automática — justamente contra a Bélgica. Segundo relatos amplamente divulgados, Trump telefonou diretamente para Infantino exigindo a anulação da punição. A FIFA invocou o Artigo 27 do seu Código Disciplinar e liberou Balogun para jogar.

A decisão gerou reação furiosa da UEFA, que acusou a entidade de cruzar uma "linha vermelha" e colocar em risco a integridade da competição. O técnico Jürgen Klopp foi um dos nomes de peso a criticar abertamente:

"Se isso realmente aconteceu, então é uma loucura. O futebol é nosso, não deles. Essas duas pessoas, que não entendem nada de futebol, não deveriam se meter. Foi cartão vermelho. Não há o que discutir."

O Jogo: Goleada Belga Sem Apelo

Dentro de campo, a Bélgica foi superior em todos os sentidos. Os belgas abriram o placar logo aos 9 minutos, sofreram o empate americano aos 31, viraram dois minutos depois aos 33, ampliaram para 3 a 1 aos 57 e fecharam a conta com o 4º gol ainda no segundo tempo, sacramentando a goleada.

Os números do jogo foram avassaladores para o lado belga: 14 finalizações contra apenas 6 dos EUA, com 6 chutes no gol contra somente 2 dos americanos. Os donos da casa até tiveram mais posse de bola (57%), mas foram completamente ineficientes. Balogun, o jogador que Trump tanto quis em campo, foi substituído no segundo tempo sem conseguir mudar o rumo da partida.

Trump, Infantino e a Sombra Política Que Fica

O episódio não surgiu do nada. Desde antes do início da Copa, a relação entre Trump e Infantino vinha sendo exposta publicamente — o presidente americano recebeu o mandatário da FIFA em Mar-a-Lago e chegou a ganhar o recém-criado "Prêmio FIFA da Paz", poucos meses antes de os EUA bombardearem o Irã.

A CONMEBOL entrou na discussão em defesa do árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou o jogo no qual Balogun foi expulso e chegou a ser alvo de críticas públicas de Trump. A entidade publicou nota exaltando o "profissionalismo, honestidade e independência" do árbitro.

Com a eliminação confirmada por 4 a 1, os Estados Unidos deixam o torneio que ajudaram a organizar já nas oitavas — e com uma crise institucional sem precedentes como legado político do torneio. A Bélgica aguarda agora a Espanha nas quartas de final.

💡 Análise Rápida

Se o placar de 3 a 1 já era humilhante o suficiente, o 4 a 1 final transformou a eliminação dos Estados Unidos em um símbolo. Todo o aparato político mobilizado por Trump — a ligação para Infantino, a reversão da suspensão, a pressão pública sobre o árbitro Raphael Claus — resultou em uma goleada e em uma crise institucional que vai perseguir a FIFA por anos. A UEFA, a CONMEBOL e nomes como Klopp já disseram o que precisava ser dito. O futebol respondeu dentro de campo. Agora, com o país-sede eliminado e a entidade máxima do esporte com sua credibilidade em frangalhos, resta saber se Infantino terá coragem de revisar os precedentes abertos — ou se o silêncio será, mais uma vez, a única resposta oficial.

Fonte: CNN Brasil / Lance / Máquina do Esporte / Brasil 247 / Band

Vicente Neto

Sou redator de notícias, estudante de Sistemas de Informação na UFC e apaixonado por tecnologia e cultura geek. Desde os 15 anos, quando assisti ao meu primeiro anime (Sword Art Online), mergulhei no universo dos animes, mangás e games. Além de programar, também me aventuro como designer gráfico e editor de vídeos nas horas vagas. facebook instagram x-twitter linkedin

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