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Anime My Dress-Up Darling sofre censura e ganha classificação para maiores de 18 anos na Nova Zelândia

O choque cultural entre as regulamentações do Ocidente e a mídia japonesa fez mais uma vítima. O governo da Nova Zelândia acaba de aplicar um duro golpe em uma das comédias românticas mais adoradas e populares da indústria recente. A obra My Dress-Up Darling (Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru) recebeu oficialmente a classificação restritiva R18 no país, sendo considerada pelas autoridades locais como um conteúdo exclusivo para adultos.

Para você entender

A trama de My Dress-Up Darling acompanha Wakana Gojo, um jovem e tímido artesão de bonecas tradicionais, e Marin Kitagawa, uma popular estudante apaixonada pelo universo do cosplay. A história foca na confecção de roupas para os mais variados personagens que Marin deseja interpretar. No entanto, as autoridades neozelandesas consideraram que o constante fanservice e as cenas sugestivas (como as famosas tomadas de medição de corpo para a criação dos trajes) são motivos suficientes para colocar essa inofensiva história escolar na mesma prateleira de produções com violência extrema ou material pornográfico.

A revolta ocidental e a compreensão japonesa

Como era de se esperar, a decisão radical provocou uma enorme dor de cabeça e muita frustração na comunidade anglo-saxônica. Milhares de fãs expressaram indignação nas redes sociais, criticando a insistência dos países ocidentais em tratar o anime como um meio problemático que precisa ser regulado sob uma ótica moralista. Fãs veteranos apontaram que nações da Oceania, especialmente a Nova Zelândia e a Austrália, possuem um histórico absurdamente rigoroso na avaliação do entretenimento asiático.

Por outro lado, a reação dentro do território japonês foi uma surpreendente mistura de surpresa com resignação analítica. Enquanto alguns lamentaram que jovens estrangeiros interessados em moda e cosplay sejam proibidos de assistir à obra legalmente, outros usuários nipônicos admitiram que o choque cultural é inevitável. Os próprios japoneses ponderaram que, ao analisar a obra friamente, os diálogos que envolvem eroges (jogos eróticos) e as acidentadas visitas a love hotels justificam certas restrições etárias, reconhecendo que a subcultura doujinshi sempre carregou uma imagem mais orientada ao público maduro.

Fonte: Kudasai

Vicente Neto

Sou redator de notícias, estudante de Sistemas de Informação na UFC e apaixonado por tecnologia e cultura geek. Desde os 15 anos, quando assisti ao meu primeiro anime (Sword Art Online), mergulhei no universo dos animes, mangás e games. Além de programar, também me aventuro como designer gráfico e editor de vídeos nas horas vagas. facebook instagram x-twitter linkedin

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